quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Anagramas

Usar a técnica adequada. Não recear ir a jogo. 

Margarida Espiguinha - GIGI HÁ UM PANDA A RIR-SE)
Miguel Zenha - gula zen  [é possível melhor, aposto]: tipo Ah! Zen liguem!]

Plano da aula de hoje - 15/10

1. Projecção do filme Father and Daughter, de Michael Dudok de Wit
1.1. Fazer sinopse em português e inglês
1.2. Estruturar o filme
1.3. Identificar temas e motivos principais
1.4. Comentar
2. Discussão dos trabalhos

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O comboio e o funil - um exercício de adequação

Vasco Oliveira:
Núpcias [BRUTO]
(diálogo)

Ele olhou-me fundo e disse:
– Quem me dera que tu existisses.
– Como assim?
(Vasco)
– Que existisses… Que lavasses a minha alma que tão magoada está.
– Sinto-te, como dizê-lo… Metafísico. Perdeste a memória dos nossos primeiros beijos?
(André)
– Não a perdi porque nunca a tive… nunca me beijaste, não te lembras?
– Lembro-me do que não vivemos.
(Miguel)
– Talvez nós dois não tenhamos existido, nunca.
– Andávamos em caminhos opostos?
(Diana)
– Não sei, não sei que caminho tomaste enfim, se alguma vez viste as minhas pegadas.
– Não costumo olhar para trás, e à minha frente nada havia.
(Catarina)
– À minha frente há sempre o nada do por realizar e tu, meu amor que não foste, amor de outros como eu que não eu, tu não estiveste ainda nunca à minha beira “como a esfera do cântico dos cânticos”.
(João Ferreira)
– Por favor, dá-me uma oportunidade, pois os meus sentimentos por ti são mesmo verdadeiros. Estou a ser sincero.
– Não sei, são tantas as minhas dúvidas!... Vou pensar!
(Margarida)
– Pensa bem pois o sentimento mudo e o meu muda tão rapidamente.
(Nat Naree)
– Deixa-te dessas pressas loucas, sem sentido e nefastas.
(Carla)
– Não penses, não esperes, não hesites, não negues o que sei que sentes, é isso que vai importar sempre, quer vás, quer fiques… O que sentes, o que sentes.
– Não, desculpa… Já passou demasiado tempo, aconteceu demasiada merda, perdemo-nos. É tão tarde para existirmos… Somos restos de gente, restos de um amor que foi e não volta. Perdemo-nos, nós perdemo-nos.
(Vasco)


FIM


TEXTO EM BRUTO
(André de Medeiros Palmeiro)

Três horas da tarde. Chovia. A calçada resvaladia atormentava os transeuntes. Rita espreitava os bonecos desarticulados de uma montra de loja dos trezentos.
À espreita, estava um porquinho mealheiro. Tão vazio, tão triste. Ela olha-o descrente na vida, no amor, no dinheiro. Leva a mão à mala e nem um cêntimo que lhe sirva.
Entretanto, também uma boneca insuflável repara em Rita e no porquinho e aconchega este último bem junto de si. Queria a boneca ficar com o porquinho e roubá-lo a ela, pensou Rita de imediato. Enquanto pensava, remexia os bolsos na procura de um euro que fosse para o levar com ela.
Mas nada feito, parecia que os bolsos tinham buracos. Olhou em volta; ninguém na rua. Deitou um olho à loja e reparou que só estava um rapazinho magro atrás do balcão. Não será por um euro perdido que morrerá de fome. Resolveu arriscar.
Entrou de mansinho na loja, como quem interroga os próprios passos. O rapazinho magro finge não a ver, os jeans curtos e as pernas bronzeadas acelerando-lhe os batimentos cardíacos. Titubeante, acerca-se do porquinho mealheiro com papel de embrulho nas mãos. Rita sorri-lhe. O rapazinho magro embrulha o porquinho e entrega-o a Rita. Um grupo de rapazolas invade a loja numa berraria desenfreada enquanto, lá fora, um arco-íris radioso se escancara no horizonte.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Do entendimento e da leitura

Enquanto quis Fortuna que tivesse

Esperança de algum contentamento,

O gosto de um suave pensamento

Me fez que seus versos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse

Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos...
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos!
 
1. Estruture/numere
2. Sublinhe/destaque uma passagem
3. Resuma em português/inglês

PARA COMPLETAR: Este artigo sobre livros que o cronista não conseguiu ler até ao fim é engraçado e tem boas observações, embora eu discorde de muito.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Projectos

Margarida - literatura contemporânea
Carla - poesia
Diana - nada (mas é literatura portuguesa!!!!)
João - formulação de uma teoria estética (o que quer dizer com isso?)
Mariana - No Brasil. Paralelismo entre Levantado do Chão - Nenhum Olhar (interessa-me o Alentejo)
Catarina - nada - literatura portuguesa, vou andando por aí
Natnaree - Madame da Maria Velho da Costa, e a representação da mulher. (Os Maias/Dom Casmurro)
Miguel - Herberto Hélder?
Jinming Zhu - Eça de Queirós
André - José Rodrigues Miguéis, Carlos de Oliveira, Augusto Abelaira, Lídia Jorge

 

Um modelo de normas para artigos

REVISTA DO CENTRO DE ESTUDOS PORTUGUESES
NORMAS EDITORIAIS PARA A PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS
1. Serão aceitos, para serem apreciados pelo Conselho Editorial, artigos com o mínimo
de 10 e o máximo de 30 páginas. Também serão aceitas resenhas de livros relacionados
à literatura e à cultura portuguesas publicados nos últimos 3 anos, com o mínimo de 2 e
o máximo de 8 páginas.
2. Os textos devem ser digitados utilizando o redator Word, com a seguinte formatação:
– Margens de 3 cm, papel A4.
– Uso da fonte Times New Roman, corpo 12, espaço duplo, em todo o texto, exceto
para as citações com mais de três linhas e para os resumos.
– Uso da fonte Times New Roman, corpo 11, espaço simples, para as citações com mais
de três linhas e para os resumos. As citações de até três linhas devem integrar o corpo
do texto e ser assinaladas entre aspas.
– As notas de referência deverão ser colocadas em nota de rodapé, da seguinte forma:
SOBRENOME DO AUTOR; vírgula; data da publicação; vírgula; abreviatura de página
(p.) e o número desta(s); ponto. Não devem ser utilizadas expressões como idem ou
ibidem.
Exemplo: SERRÃO, 1985, p. 31-36.
– As referências deverão estar no fim do texto, com a seguinte formatação: fonte Times
New Roman, corpo 11, espaço duplo, e conter todas as obras citadas nas notas. Devem
seguir as normas da ABNT, a saber:
Para livros:
SOBRENOME DO AUTOR, nome do autor. Título do livro. Local de publicação:
Nome da editora, Data da publicação. (Incluir, entre o Título do livro e o Local de
publicação, o número da edição, quando não for a primeira, usando para tanto o
formato: Número da edição em algarismo arábico. ed.)
Exemplo: LOURENÇO, Eduardo. O labirinto da saudade. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote,
1982.
Para artigos publicados em revistas e periódicos:
SOBRENOME DO AUTOR, nome do autor. Título do artigo. Nome do periódico,
Local de publicação, v. Volume do periódico, n. Número do periódico, p. Páginas em
que está presente o artigo, data.
Exemplo: PESSOA, Fernando. A nova poesia portuguesa sociologicamente
considerada. A Águia, Porto, v. 1, n. 4, p. 101-107, abr. 1912.
Todos os artigos devem vir acompanhados de dois resumos, digitados após as
referências – um em português e outro em inglês, francês ou espanhol –, com a seguinte
formatação: fonte Times New Roman, corpo 11, espaço simples.
3. Ao enviar o seu texto, o autor deve indicar o seu endereço e o número de telefone
para contato. Os autores de textos aceitos para a publicação terão direito a três
exemplares da Revista.

Sumários

1 (17/9) Programa.
2 (29/9)  - Prof. Ana Maria Martinho
3 (1/9) – Docente ausente - deslocação em serviço
4 (8/10) - 1.  Iser: a teoria da recepção. 2. Leitura e análise de um soneto de Camões: ordenar, resumir, destacar uma passagem. 3. Navegar à vista. 4. Seinfeld: It's a show about nothing. 5. Exercício do funil ou do «comboio»: 10 começos. 5.1. Distender para entender. 5.2. Sem pressão, estão a conseguir fazer uma tarefa mais complicada que qualquer dos projectos que se proponham.
5 (15/10) - 1. Projecção do filme Father and Daughter, de Michael Dudok de Wit
1.1. Fazer sinopse em português e inglês
1.2. Estruturar o filme
1.3. Identificar temas e motivos principais
1.4. Comentar
2. Discussão dos trabalhos
6 (22/10)
7 (29/10) - 1. (Ponto 4) Organização de argumentos e previsão de contra-argumentos. 1.1. Um poema de Camões que pode não ser de Camões: «O dia em que nasci moura e pereça». 1.2. O contra-argumento de Vasco Graça Moura aqui
2. Leitura de uma sátira: «How to write a scientific paper». 2.1. Como um texto desta natureza pode ajudar-nos a fazer um trabalho sério. 2.2. A dignidade de um trabalho mede-se pelo modo como o faz, não pelo objecto. 
3. Artigos referidos: Página da Revista do ICS aqui. «Brutalização do Ensino Superior» aqui. O caso, actual, do artigo com o objecto de estudo errado aqui. A «Modesta Proposta» de Jonathan Swift aqui
8 (5/11)
9 (12/11)
10 (19/11)
11 (26/11) – Apresentação de trabalhos.
12 (3/12)
13 (10/12)
14 (17/12)